É muito comum recorrermos a um remédio quando bate aquela dor de cabeça. Também é normal que alguém indique um medicamento quando nos queixamos de dor nas costas. Entretanto, os riscos da automedicação são graves, podendo levar à morte, inclusive.

Hoje em dia, segundo dados da Abifarma, 20 mil pessoas morrem por ano no Brasil devido a complicações com automedicação.

Os problemas vão desde alergias até infecções, que podem evoluir e levar a pessoa a óbito. Para ajudá-lo a entender melhor o assunto, montamos este post especial com os seis maiores riscos da automedicação para a saúde.

1. Encobrimento dos sintomas de doença em andamento

É tentador resolver um problema de forma rápida, ainda mais vivendo em uma sociedade que exige tanto do nosso tempo. Por isso, quando temos uma dor de cabeça, é mais fácil tomar um remédio do que buscar a causa para ela.

Nosso corpo nos envia sinais o tempo todo, e as dores estão aí para nos dizer que algo está errado. Ao nos automedicar, podemos estar camuflando uma questão mais grave.

Muitas pessoas ficam expostas a esse risco por não terem assistência médica apropriada que conte com rede de médicos e farmacêuticos para auxiliar nos primeiros sintomas de uma doença.

2. Reações adversas e contraindicações

Geralmente, quem toma remédio por conta própria acha que está fazendo um bem para a saúde. Entretanto, ao ignorar os riscos de reações adversas, acaba colocando a saúde e até a vida em risco.

Por exemplo, o sono é uma reação adversa de muitos medicamentos, e isso pode representar um perigo para quem vai dirigir ou manusear máquinas pesadas.

3. Interferência entre medicamentos

Esse é um risco que acontece com maior frequência entre idosos, mas não exclusivamente. Se a pessoa estiver tomando alguma medicação e se automedicar para tratar outra coisa, pode acabar causando interferência entre os medicamentos.

Os riscos vão desde diminuir a eficácia de um dos remédios, causar novos problemas no organismo ou interferir em resultados de exames.

Em casos mais graves, as interferências de medicamentos podem causar reações adversas que provocam até mesmo a morte.

4. Utilização errada de medicamento

Provavelmente, você tem uma gaveta em casa com alguns remédios para emergência, certo? O problema de estocar remédios em casa é poder consumi-los com data de validade vencida ou com menor eficácia por terem sido armazenados de forma errada.

Além disso, é pouco comum que as pessoas guardem as bulas. Alguns remédios devem ser ingeridos antes das refeições, outros com água, e assim por diante. Existe a forma correta de uso, e a automedicação, geralmente, ignora isso.

Em alguns casos, isso não faz diferença alguma; em outros pode causar alergias e intoxicações, que é um dos problemas mais graves da automedicação.

5. Intoxicação

Segundo o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, da Fundação Oswaldo Cruz, os remédios são a principal causa de intoxicação no país, causando mais problemas que produtos de limpeza e agrotóxicos.

Impressionante, não? A questão é que grande parte das intoxicações causadas por remédio se deve à automedicação. As intoxicações alteram as funções fisiológicas e, em casos mais graves, podem causar a morte.

6. Disseminação de superbactérias

O uso contínuo de medicamentos, especialmente antibióticos, faz com que as bactérias criem resistência aos ativos do remédio. Com o tempo, o tratamento de determinada doença torna-se difícil.

Por exemplo, era comum tratar infecção urinária com antibiótico. Isso não é mais recomendado justamente pela prática de criar superbactérias que tornam a doença mais recorrente e difícil de tratar.

Um relatório da OMS mostrou que estamos em uma era pós-antibiótico, em que as pessoas estão voltando a morrer de doenças que antes eram facilmente tratadas com medicamentos, como é o caso da tuberculose.

As superbactérias são uma ameaça global à saúde pública. Por isso, tomar remédios por conta própria é um assunto que merece tanta atenção.

Muitas pessoas se expõem aos riscos da automedicação por acharem que assistências médicas são caras e desnecessárias. Ao economizar com saúde, o barato pode sair caro, por isso é importante procurar um bom plano de assistência médica.

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